20 maio 2009

EXPOSIÇÃO

Pintura em Cerâmica de alto fogo e Pintura em acrílico sobre tela.

Durante todo o mês de junho'09 estará na Sargadelos GaleriaGalicia uma Exposição, intitulada: "A Expressividade das Emoções", da artista Filomena Ramos.

Pode ser vista de segunda a sexta das 12:00 às 19:30h e sábados das 12:00 às 18:00h.
A entrada é livre.



“A Expressividade das Emoções”

A presente produção pretende ser neutra, no sentido em que se centra ou reflecte apenas estados de alma e cinge-se ao princípio básico da “arte pela arte”.
Cada peça/objecto no seu estado burlesco, lírico ou satírico, procura transmitir um estado de alma, uma personalidade ou uma emoção.
Verifica-se e pode-se observar a exploração dos elementos do rosto, inspirados no movimento cubista, em conjugação com os elementos tradicionais da tapeçaria minhota.
Esta conjugação visa o encontro do equilíbrio entre a força burlesca da expressão do rosto com os singelos, subtis e harmoniosos elementos da tapeçaria tradicional.
A gama cromática de tons quentes e contrastantes, procura assegurar ou proporcionar o calor humano à expressão do rosto, ajudando à transmissão das diferentes sensações.
Será na busca de atingir o encontro entre a “precisão das formas” e a dialéctica das cores que este trabalho será desenvolvido.

Maria Filomena Ramos



Maria Filomena Ramos
, nasceu em Braga na freguesia de S. Lázaro, licenciou-se em Educação Visual e Tecnológica, pelo Instituto Politécnico do Porto. Possui o Mestrado em Comunicação Visual e Expressão Plástica pela Universidade do Minho, com Tese de Mestrado “A Educação Artística e o Desenvolvimento de Competências Sociais de Crianças em Risco”.

Entre 2002-2006 foi a dinamizadora e orientadora do Atelier de Pintura no Estabelecimento Prisional e Regional de Braga.
Frequentou diversas Acções de Formação, Seminários, Congressos e workshops na área da Expressão Artística.
É autora de organização gráfica para capas de revista e jornais de escola. Tendo também publicado artigos em revistas de escola e jornais diários.

Actualmente é professora de educação visual e tecnológica.

29 abril 2009

DIA das LETRAS GALEGAS - Ramón Piñeiro e CERÂMICA SARGADELOS - Morfismos














No próximo dia 4 de maio abrirá na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, sita na rua S. Paulo, nº 1 em Braga, uma Exposição dedicada ao Dia das Letras Galegas'09 em que este ano Ramón Piñeiro López é a personalidade homenageada pela Real Academia Galega.

Simultâneamente e no mesmo espaço, estará também uma Exposição da Cerâmica da Sargadelos, intitulada: "Morfismos - Antropo e Zoo"

As Exposições estarão patentes até dia 20maio'09, tendo o apoio da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e são organizadas pela Sargadelos GaleriaGalicia.

Algumas imagens da exposição sobre Ramón Piñeiro





















EXPOSIÇÃO de DINA DIAS

É inaugurada no próximo dia 2, uma Exposição de Encaustica da artista Dina Dias. A Exposição estará patente até ao dia 16 de maio'09 na Sargadelos GaleriaGalicia.

31 março 2009

MOSTRA - Biográfica e Bibliográfica




LUÍS SEOANE LÓPEZ

Mestre, Artista Genial da Arte Galega do Séc. XX


- 30 anos da sua morte -

1 Junho 1910 - 5 Abril 1979

Vai decorrer na GaleriaGalicia a 5 de abril a 31 de maio'09

Esta Mostra pretende incentivar, aos que não conhecem Luis Seoane, a procurar e descobrir este artista maior que é uma das personalidades mais importantes da cultura galega do séc. XX.

Seoane enquanto estudante foi companheiro de escritores e pintores como Cunqueiro, o escultor Eiroa, Arturo Souto, Rafael Dieste, Arturo Cuadrado, Colmeiro, Maside..., este último foi de algum modo a sua aprendizagem estabelecendo-se uma especial sintonia e amizade entre os dois. Carlos Maside está considerado entre os percursores da renovação da arte galega do séc. XX junto a Souto e Colmeiro e mestre de artistas de gerações posteriores.
Foi também amigo de Isaac Díaz Pardo, Rafael Alberti, Cortázar, Sábato, Lorenzo Varela, María Casares, Blanco-Amor, Nuñez Búa, X. Antonio Baltar, Francisco Ayala, Carballo Calero, Lois Tobio, Sánchez Guisande, Otero Espasandin, Martinez López, Luis Pita, Francisco Ayala, entre outros.

Para melhor compreender a obra de Seoane é necessário enquadrar alguns aspectos que tiveram importância no percurso da sua formação cultural.
Com a geração “NÓS” e mais tarde os “NOVOS” podemos dizer que Seoane é a ponte geracional entre estas duas correntes.
A sua relação com a geração “NÓS”, em que o nome mais significativo era Castelao, aparece sobretudo através dos colaboradores da revista que frequentavam a imprensa de Ánxel Casal.
Posteriormente, em 1930, nasce o Movimento Renovador da Arte Galega e nomes como Carlos Maside, Manuel Colmeiro, Arturo Souto, Manuel Torres, Eiroa, Fernández Mazas e Laxeiro, são alguns dos representantes desta nova corrente conhecida como a dos “NOVOS”. Seoane, inicialmente mais afecto a Maside, Colmeiro e a Souto, e sendo um dos integrantes mais novos deste grupo, não se deterá na defesa dos seus ideais. Este grupo de artistas relevam os conceitos estéticos e ideológicos, que foram fundamentais, de um pensamento renovador que os unem.
A consciência de que existe uma tradição artística galega confirmam uma estética genuína para a Galiza, recuperando a tradição cultural e impulsionando-a com participações vanguardistas e mais universais. Havia o desejo de incorporar às vanguardas a sua luta social que não era muito diferente ao resto da Europa.
As mudanças que já se faziam sentir em Espanha, bem como as inquietudes na Europa, favoreciam o encontro de artistas e intelectuais na Galiza com a cidade de Santiago como um local de importância.
Seoane referia que era necessário adaptar a pintura galega à realidade do mundo. Tece duras críticas aos pintores que defendiam e insistiam em estéticas já ultrapassadas. Havia necessidade de rupturas, de questionar aspectos da arte e que não eram há muito postas em causa.
Castelao em 1921 ao viajar pela Europa para ver e estudar arte e Maside em 1926 em Paris, tomam contacto com as vanguardas europeias. As viagens e as estadias que fazem, são de enorme importância para os seus conhecimentos numa altura de grande criação artística. Vão transmitindo aos seus pares o que se faz de mais relevante na arte actual – o cubismo, o dadaísmo, o surrealismo o constructivismo, o futurismo...

Seoane tem uma obra vasta em várias áreas artísticas. O Desenho e a Ilustração são o essencial no conjunto da sua obra. Desde a universidade não parou de desenhar até à sua morte: apontamentos, esboços e retratos, ilustrações para textos literários, álbuns.... No Desenho Editorial que realizou para as várias editoras que fundou, situam-no como o grande renovador do grafismo argentino do pós-guerra com reconhecimento internacional.
Na Pintura ela é evolucionada desde a figuração expressionista, nos anos 40, até uma síntese formal de grande economia de planos e de forte cor. A partir de 1953 aborda o Muralismo com enormes espaços e novos materiais que provocaram a aparição de um estilo específico.
No Gravado é constante o seu trabalho desde os anos quarenta até ao fim da vida, onde Seoane descobrirá novos recursos expressivos, sobretudo com a xilografia a técnica que lhe era mais querida e com a qual ilustrou inúmeros livros.
Tem ainda uma obra significativa como Aguarelista, Jornalista, Editor, Ensaísta, Poeta, Autor Teatral, Cenógrafo e Figurinista, Poeta, Escritor, etc.
Seoane é um artista múltiplo que assimila princípios estéticos de muitas correntes sem se integrar em nenhuma. Ao observarmos as suas obras podemos ver referências ao cubismo, fauvismo, o constructivismo dos soviéticos, alusões a Picasso, Klee, Léger, Matisse, Grosz e Moore, e nas suas ideias descobrimos enunciados da Bauhaus e da escola da Gestalt, mas sem deixar de ser pintura absolutamente galega e é este o segredo da sua universalidade. Por isso podemos afirmar, que o tema geral da sua obra, é sem dúvidas, a Galiza. Está expressado em inúmeras ocasiões, verbalmente e com a linguagem artística, tanto plástica como literária. Tal como escreveu, no prólogo da publicação “Imagens da Galiza”, a minha obra está dedicada, em geral, à Galiza, sempre com o melhor de mim.
Mater Gallaecia. Na sua obra estão muito presentes o homem e os animais, mas as mulheres têm um lugar de destaque. São mulheres e mães que nunca aparecem com meninos, como não fossem reais. São símbolos da terra. Personagens anónimas que não choram nem riem, quase sempre sentadas, pensando, a conversar, trabalhando, frente ao mar, no largo duma praça..., ricas em indicativos de espaço não tendo dados emocionais que provenham directamente da personagem. Mas também estão presentes, em muitas das suas personagens, os momentos de saudade que o artista sentia. Foi ele quem mais “retratou “ e mostrou o que era de mais genuíno no povo galego.
Era um artista que tinha as preocupações do seu tempo. Preocupava-se com a situação dos emigrantes e pelas causas da emigração. Podemos dizer que a obra de Seoane fala do seu compromisso social e do comportamento humano dentro de um horizonte colectivo procurando a não elitização.
O seu trabalho cultural, constante e lúcido, a favor da Galiza é reconhecido, e compara-se ao de Castelao.

A GaleriaGalicia não pode deixar de salientar a criação em 1963 do Laboratório de Formas (LF) por Luís Seoane, Isaac Díaz Pardo e outros artistas e intelectuais galegos. Tinha como função a busca da origem das formas e a recuperação da memória histórica da Galiza.
O LF situava-se num projecto de trabalho com quatro vertentes:
Industria e Desenho – o renascimento da Cerâmica de Sargadelos
Arte – a criação do Museu Galego de Arte Contemporânea Carlos Maside
Comunicação – Edições d’OCastro
Investigação – criação do Seminário de Sargadelos, o Instituto Galego de Informação, restaurar a actividade do Seminário Estudos Galegos, e o Laboratório Geológico da Laxe da Fundação Parga Pondal.

Este artista e homem excepcional que dizia, o homem pensa porque tem mãos, morre a 5 de abril de 1979, na Corunha, quando se preparava para regressar definitivamente à Galiza.

No ano de 1994, o Dia das Letras Galegas - atribuído todos os anos a uma personalidade das letras ou das artes - é dedicado a Luis Seoane pela Real Academia Galega.

Se nos é permitido, a GaleriaGalicia vem expressar publicamente o agradecimento à Fundação Luis Seoane, e em particular a Carmela Montero, pelo apoio dado a esta Mostra, pela primeira vez realizada em Braga, sobre Seoane.

A GaleriaGalicia termina subscrevendo uma frase de Luis Seoane: Nós queremos ajudar a enriquecer o mundo com a nossa diferença.

http://www.luisseoanefund.org/

06 março 2009

EXPOSIÇÃO "anatomias"


Na GaleriaGalicia, é inaugurada amanhã, sábado 7 de março pelas 18:00h, a Exposição de Pintura da artista Lurdes Rodrigues.
A exposição estará patente até ao dia 25 de abril'09.



Maria de Lurdes Rodrigues, nasceu em Braga a 19 de Maio de 1957, licenciou--se em Artes Plásticas Pintura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto e possui ainda uma Pós Graduação em Ensino Especial.
É professora efectiva no 3º ciclo.
É membro da Associação Cultural e Artística Milho D’Oiro, em Gavião, onde promove cursos de iniciação à pintura.
Participou em diversas exposições individuais e colectivas desde 1993 e ainda em Bienais de Arte.
Recebeu dois prémios e uma Menção Honrosa em concursos de pintura.


A influência dos vitrais está patente na pintura de Lurdes Rodrigues podendo ser observada em cada um dos quadros que compõem esta exposição.
A pintora procurou fixar na tela, pés e mãos de natureza humana, mostrando “atitudes e expressões” que reportam o observador a interpretações pessoais, criando a possibilidade de estabelecer diálogos individuais e mensagens hipotéticas. Contudo, a sua pintura possui ainda uma dinâmica e composição pictórica cujas cores multicolores induzem o observador a tentar penetrar em cada pequeno fragmento criando lugares que as telas pretendem contar.
Nesta mostra e nas “imagens retratadas”, procura passar uma mensagem de forma expressiva e independente em relação a cada quadro.

09 fevereiro 2009

MOSTRA " desabafos em linha "

Encontra-se patente de 7 a 28 de Fevereiro'09 na nossa galeria, GaleriaGalicia, uma Mostra de Desenhos a tinta da china, intitulada: "desabafos em linha" da artista de Braga, Fernanda Soares.


15 janeiro 2009

MOSTRA

Está patente até ao dia 14 de fevereiro'09 uma Mostra intitulada: " Sargadelos - A Cerâmica e seus Livros da Galiza "

22 novembro 2008

EXPOSIÇÃO "pontos de equilíbrio"

É inaugurada hoje às 18:00h. na nossa galeria, GaleriaGalicia, a Exposição de Pintura intitulada: “pontos de equilíbrio” da Drª Ana Margarida Grohmann. A Exposição estará patente de 22 de Novembro'08 a 15 de Janeiro'09.

Aguardámos a sua visita.

14 novembro 2008


É inaugurada amanhã na nossa galeria, GaleriaGalicia, uma Mostra de peças de Ourivesaria Artesanal em prata, intitulada: “Pereiras – Colecção de Autor” do artista Fernando Alberto Pereira.
A Mostra estará patente de 15 Novembro08 até 03Janeiro09.
Aguardámos a sua visita.

13 novembro 2008

EXPOSIÇÃO "a Arte de Olema"

Recordando a exposição de Marília Olema, inaugurada no dia 20 de Outubro e que termina em 20 de Novembro, mostrámos algumas imagens dessa inauguração com a presença de convidados e amigos.






























Marília Olema com Bernardina Pereira

Olema , sua filha e José Carvalho

11 novembro 2008

Guimarães Jazz 2008

Esta 17ª edição inicia-se a 13 de novembro, levando ao palco do Centro Cultural Vila Flor nomes como Kurt Elling Quartet, Steve Coleman and Five Elements, Django Bates and StorMCHaser, Marcus Strickland Quintet, The Cookers, Kenny Barron Trio e a Metropole Orchestra com a participação de Peter Erkisne como solista convidado.

30 outubro 2008

GALPOR

10 anos da morte de José Cardoso Pires (2 outubro 1925 -26 outubro 1998)
a melhor homenagem que podemos prestar-lhe é ler a sua obra.

22 outubro 2008

ALBERTE MOMÁN

Xoves 23 de outubro, 20 horas, na Galería Sargadelos de Ferrol (Rubalcava, 30-32, 15402 Ferrol) presentación de Ferrol e o que queda por chover, coa presenza do propio autor e de Melba Couto, mestra de literatura e lingua galegas no IES Sofía Casanova.
Ferrol e o que queda por chover
Alberte MománEditado por Lulu.com
ISBN: 978-1-4092-1367-3
Ferrol e o que queda por chover. Ferrol ten sentido. Has horas son un estigma nesta cidade. Unha restrospectiva histórica moi persoal sobre o Ferrol que me tocou vivir. Tamén dese outro Ferrol que viviron por min, das súas experiencias plasmadas na miña imaxe.
Pódese adquirir en:
ou solicitándoo neste correo electrónico: albertemoman@gmail.com
Alberte Momán. (Ferrol, 1976), profesionalmente enxeñeiro técnico agrícola, é autor de diversas obras premiadas, como 'O lobo da xente' (Edicións Positivas, Premio Narrativas Quentes 2003), 'Erótica' (Premio Francisco Añón de Poesía 2004, publicado en Agosto de 2005 na editora arcosonline.com), 'O pasado nas horas' (Premio Rosalía de Castro, Cornellá, 2004), 'De ter un can chamaríalle Guenguis' Mención de honra no certame de poesía GZcrea 2006 (recollido no volume colectivo 'Isto é un poema e hai xente detrás' (Espiral Maior. 2007), 'Baile Àtha Cliath' (Premio de poesía erótica Illas Sisargas 2007). No ano 2008 edita 'Ferrol e o que queda por chover' e 'Erótica' con Lulu.com. É membro da Asociación de Escritores en Lingua Galega.
Ten colaboracións dispersas por diversos volumes colectivos, como a primeira edición de Relatos de Verán do diario La Voz de Galicia, ou a colectánea poética 'Xuro que nunca volverei pasar fame. Poesía escarlata' (Difusora de Letras, Artes e Ideas 2003). Colaborou, tamén, no volume de poesía 'Sempre mar. Cultura contra a burla negra', promovido e editado pola asociación Burla Negra con motivo do afundimento do Prestige. Tamén no libro publicado co gallo do certame de narrativa breve do concello de Curtis na edición do 2005, en que recibiu un accésit pola obra 'Benvidos á noite americana'. Colaborador do xornal A Peneira, é autor de 'Efecto Iguana', novela por entregas que se publicou no suplemento cultural deste xornal. En Maio de 2006 participa nos 'Dias da Criaçao' celebradas na Casa da Eira Longa en Vilar-Boticas (Trás-os-Montes). En Febreiro de 2007 publica 'O alento da musa' (Difusora de Letras, Artes e Ideas). No 2007 saca o volume colectivo de poesía 'A porta verde do sétimo andar', da agrupación do mesmo nome.
Tamén ten colaboracións en revistas como Madrygal, editada pola Universidade Complutense de Madrid, ou Dorna, que publica a Universidade de Santiago de Compostela.
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16 outubro 2008

EXPOSIÇÃO

A artista Marília Olema, apresentará de 20 de Out a 20Nov08 na nossa GaleriaGalicia, na rua do alcaide 30 - Braga / Portugal, uma exposição de pintura e peças em cerâmica da sua autoria.
Esta exposição é parte do resultado da sua frequência formativa, na área da pintura, que adquiriu no atelier de Evelina Oliveira, pintora e ilustradora na cidade do Porto. Para além da pintura, nos últimos anos a artista Olema
desenvolveu um interesse muito especial pela cerâmica.
Os seus trabalhos exploram essencialmente a figura humana e denotam uma componente humorística e divertida. A influência africana é tambem visível em alguns dos trabalhos desta artista. Técnicas de pintura em tela convivem com elementos tradicionais de cerâmica, como os vidrados, e ainda detalhes em tecido. Esta é a primeira exposicao individual da ceramista nortenha em que o seu curto mas interessante percurso artístico é tornado publico.










03 outubro 2008

Neste fim de semana a Galeria Galicia está presente num local de sabores.
Decorre hoje dia 3 até dia 5 (domingo) uma “ Mostra de Licores & Doces Conventuais”, no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo (largo de S. Tiago), podendo ser visitada das 14:00 às 20:00h.
A organização é uma iniciativa da Turel – Turismo Cultural e Religioso.
Na Mostra estamos representados com peças que estão habitualmente expostas na nossa Galeria.

15 setembro 2008

Exposição de: JÚLIA MIRANDA BONET

" Las Siete Trompetas del Apocalipsis "
De 15 setembro a 18 de Outubro08 estará patente na Sargadelos – GaleriaGalicia, sita na rua do Alcaide 30 – Braga, uma Exposição, de 10 quadros em Esmalte Tabicado sobre Cobre, da artista de Vigo/Galiza, Xulia Miranda Bonet.


Xulia Miranda Bonet, é uma artista da Galiza nascida na cidade de Vigo. É licenciada em Belas Artes - especializando-se na área de Desenho e Audiovisuais - pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra (1992-1997)
A sua criação de Esmaltes Tabicados (Cloisone) é a consequência da sua formação adquirida em Tiblisi por um reconhecido artista Georgiano, Zaza Lodia.


" Série “ Apocalipsis “
El tercer ángel tocó la trompeta, y cayó del cielo una gran estrella, ardiendo como una antorcha, y cayó sobre la tercera parte de los ríos, y sobre las fuentes de las aguas. Y el nombre de la estrella es Ajenjo. Y la tercera parte de las aguas se convirtió en ajenjo; y muchos hombres murieron a causa de esas aguas, porque se habían vuelto amargas.
(Apoc. 8, 10 - 11)


En ruso, “ajenjo” se dice chernobil. Y como ésta misma, la historia de nuestro tiempo y el Apocalipsis están plagados de inquietantes coincidencias. Esto tuvo especial ocasión de comprobarlo Julia Miranda durante su estancia en la república caucásica de Georgia (año 2000). En este país, el sentido bíblico y religioso de las gentes va acorde con la tradición, enraizando en la cultura y las artes hasta obtener productos que emanan entidad propia. Tal vez porque, durante el período soviético, desastres como el citado dieron nuevo sentido a las palabras del último de los libros de la Biblia. Y en esta nueva etapa de camino independiente, en el que las personas se sienten más libres aunque más pobres, han recuperado la tradición cristiana como un signo de su identidad cultural particular.
Georgia es un país cristiano ortodoxo, con un respetado patriarca propio. Florecen en ella las artes, desde la música hasta la pintura. No sólo en la literatura, sino en su visión de la vida misma, el pueblo exterioriza un gran sentido poético. Hacia donde volvamos la mirada, se nos muestra el románico: en sus iconos, en las ilustraciones de los libros, en las miniaturas, en los grandes frescos, en la arquitectura. El esmalte sobre cobre, plata u oro, es allí una venerada técnica milenaria, legado de varios cientos de años bajo la tutela bizantina. De hecho, la colección de esmaltes medievales del Museo Nacional de Bellas Artes de Georgia, está considerada como una de las más ricas del mundo, y cuenta entre sus muestras con algunas de las más raras piezas de esta compleja y refinada modalidad. Los georgianos nunca han dejado de considerar al esmalte, además de la difícil y costosa labor de artesanía que es, como un auténtico medio de expresión artística. Una pléyade de grandes artífices se esfuerzan por perpetuarlo como el gran medio de expresión que el dominio de sus complicadas y laboriosas técnicas, además de la belleza y posibilidades de sus resultados, merecen. Algunos nombres, son: Soso Alavidze, Goga Kupradze, Irakli Megrelishvili, Tea Gurgenidze, Paata Paatashvili, Zaza Lodia… En concreto este último, es uno de los más interesantes, tal vez el más renombrado en Georgia, y se cita entre los más importantes dentro de los países que conformaban la antigua Unión Soviética. Él personalmente instruyó a Julia Miranda en la técnica del “tabicado”, parecida a la que los franceses conocen como “cloisonné”, y en el concepto de su uso no como un método para obtener simples productos de joyería, sino para construir cuadros que verdaderamente comuniquen sentimientos o mensajes al observador.
Con el ánimo de conjugar todas las impresiones que le causaba lo dicho, Julia Miranda se preocupó, en primer lugar, por la tradición literaria y mitológica de Georgia. Posteriormente ha estudiado las miniaturas románicas, las esculturas que aparecen en la arquitectura (capiteles, tímpanos…), la simbología medieval, y los textos del Apocalipsis. El esmalte sobre metal es el medio de expresión ideal para materializar los resultados. Su misterioso e intenso brillo de piedra preciosa, recuerda a agua transparente que deja ver a su través los fondos de diversos colores. Al mismo tiempo, la pureza de éstos, la imposibilidad de mezclarlos y la demarcación definida de los hilos metálicos que separan las áreas (tabiques), inmersos en el vidrio fundido, contribuyen a fomentar esa sensación de primitivismo espontáneo y misterioso. Cada pieza de las resultantes es producto de una gran cantidad de horas de trabajo, pero creemos que ha merecido la pena.
José Benito Freijanes Martínez
Ex lector de Lengua y Cultura Hispana en la Universidad Ilia Chavchavadze de Tbilisi (Georgia).

11 setembro 2008

PORGAL

No ano de 1973, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:
MANUEL LAGO GONZÁLEZ (1865-1925)
O Derradeiro Celta
Chega onda cerca do castro,
mira pra o fondo do val,
finca na parede o codo,
deita a cabeza na man,
e namentras que coa outra
arrincando musgue está,
pensatible, triste e morno,
así se pon a falar:

- Alá van os nosos eidos,
a miña casa alá vai;
xa me mataron os fillos,
matáronme a muller xa;
morreron os nosos homes
que souperon pelexar,
morréronnos os druidas
servidores de Teutás,
e matáronnos as virxes
que andaba ao pé do altar
ca fouce de ouro no cinto
i a vara verde na man.
Xa queimaron a devesa
Consagrada á soledá...

Ai! Cando funguen os ventos
nas polas do castañal
xa non ruxirán as armas
que alí tiñan nosos pais...!

Donde fixemos fogueiras
os carrascos nacerán,
e no dolmen en que ibamos
de noite a sacrificar,
criaránse herbas e toxos
i os mouchos aniñarán...
Cobrirán silvas i adreiras
as pedras do noso lar,
e sobre as mámoas dos mortos
xente allea pasará...
Cando se mova o penedo
que está na veira do mar
xa non irá xente nosa
con ofrendas a Teutás,
Ai! De todo o que nós temos
nin migallas quedarán...!

Así dixo o vello, e séntase,
cravando os ollos no chan.
E ao pé do castro que as brétemas
da noite cubrindo van,
tamén de loito cuberto
maxinando tanto mal,
soliño, entre as negras ruinas,
sóltase, o probe, a chorar!
(En Lembranza de Lago González, 1973)

29 agosto 2008

Exposição de JULIA MIRANDA BONET

No 15 de setembro08 pelas 21:00h é inaugurada uma Exposição, de Esmalte Tabicado (cobre), na Galeria ... também Galicia, da artista Julia Miranda Bonet. Julia é natural da Galiza e da cidade de Vigo.
A Exposição estará patente até dia 18 de outubro08.

22 julho 2008

PORGAL

Estas linhas são principalmente dirigidas aos Galegos e Portugueses. Também somos iguais pelas piores razões.

Retomamos a postagem no blog, que foi iniciada em 21 Setembro 2007, tendo o propósito de divulgar os autores galegos homenageados no Dia das Letras Galegas pela RAG – Real Academia Galega.

Esta pequena interrupção levou-me também a reflectir sobre o nosso compromisso desta publicação. E porquê? Porque não sabemos o interesse dos portugueses sobre os livros galegos. E quando digo livros galegos, falo só dos escritores, da língua e a escrita em galego.

Ao leitor, de livros, chegam as obras que passaram por vários circuitos como, o editor, o distribuidor e o livreiro. Sendo este último, às vezes juntamente com o escritor, o que dá visibilidade ao livro com o contacto directo a quem se destina. Não só por isso, mas deviam ser mais levados em consideração e serem audíveis, principalmente as livrarias mais pequenas, pela parte dos editores e distribuidores.

O que sabemos isso sim é que cada vez mais o livro, seja galego ou português, só tem um objectivo pela parte das editoras e distribuidoras e esse é: DINHEIRO!
O livro, para eles, como meio de divulgação, de cultura e do conhecimento, está muito abaixo do vil metal!
Para muitas entidades e poderes é de todo o Interesse manter o conhecimento e a ignorância controlada.

(O neo-liberalismo e o capitalismo despudorado, sem vergonha pairando sobre as nossas cabeças têm as suas garras bem metidas na estrutura social, principalmente as de recursos intelectuais mais débeis, levando-as ao consumo e ao pensamento formatado. Eles estão aqui, hoje, neste lugar, em todos os lugares.
O big brother e o pensamento único nunca esteve tão claro como agora).

E nós ao insistirmos, em querer ter livros de autores galegos e portugueses, talvez comece a ser ridícula.

A quem nos está a ler, para não haver dúvidas e entenderem melhor do que estamos a falar, dizemos que escrevemos em: 11, 21 de junho e 11 de setembro 2007 e 20 Junho 2008 para uma livraria / editora de Ourense. Em 12 de outubro 2007 e 20 de junho 2008 a uma grande editora de Vigo. Em 20 de junho 2008 para outra editora de Ourense. Em 21 de junho 2008 par editora perto de Vigo. E ainda uma outra de Vigo em que os mail’s não são recebidos, apesar de ter no seu site o endereço.
Sabem quantas respostas obtivémos? NENHUMA!!! Tudo isto me leva a concluir que há uma falta de ética, de diálogo e falta de honestidade intelectual.
Esta INdiferença não se entende (ou será pelo dinheiro? connosco não ganham milhões...) quando era muito simples uma resposta, mesmo curta, SIM ou NÃO!
Assim temos os grandes senhores, todos poderosos, dos livros fazendo parte e contribuindo para o pensamento de todos nós.

Mas mesmo assim vamos continuar a escrever a estes e a outros. Pode ser que haja organismos a tomarem conhecimento disto e haja também um pouco de vergonha.

O que nós sabemos é que contribuímos com uma parte, mesmo que muito pequena (mas querendo mais), para a divulgação da língua e cultura galaico-portuguesa.

O nosso passado comum da galiza norte e galiza sul deve-nos orgulhar e não pode ser apagado por ninguém e/ou outros interesses. É inevitável a nossa reaproximação, o nosso entendimento. Pode demorar algum tempo, mas quando chegar será irreversível e imparável! Então teremos a responsabilidade de juntos contribuir para um mundo melhor e justo.

Por tudo isto, não queremos o obscurantismo nem ser ridículos. SÓ QUEREMOS TER LIVROS e alguma informação! Será isto uma coisa do outro mundo?

Ver nossa postagem de: 13 de Fevereiro 2008

No ano de 1972, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:
VALENTÍN LAMAS CARVAJAL (1849-1906)

A minha aldea
Preto d’os Castros de Trelle,
N’unha frorida ribeira
Onde moitas clás de froitos
E d’álbores vexetan,
Erguense as humildes chouzas
De San Pedro de Moreiras;
Probe aldeiña onde teño
As miñas grorias d’a terra,
O niño d’os meus amores,
Os recordos que m’álentan;
N’ela vin a lus d’o dia
E pol-a noite as estrelas;
Alí pensando n’o ceo
Vertin as vágoas primeiras;
Alí miña nai amante
Arrulóume satisfeita
Ó son queixumbroso e brando
D’as cantiguiñas gallegas;
Alí, no seu Camposanto
Onde debaixo d’as erbas
Dormen ó sono d’a morte
As miñas amadas prendas,
Cantas veces eu rezaba
Pensando choroso n’elas!
Alí non hay fror nin monte
Que nos meus sonos non vexa,
Nin souto que non conoza,
Nin camiño que non sépia;
Inda escoito o son dorido
Das catro campás d’a eirexa,
Cal si falando viñesen
A contarme tristes queixas.
Ay probe aldea... aldeiña
De San Pedro de Moreiras,
Cantos sospiros me costas
E cantos ayes me levas!...

Asina dixo un coitado
Galleguiño, alá n’ América,
Cando morto de soedades
Pensaba n’a sua Aldea.
Ay! os probiños gallegos
Moito queren á sua terra...
E van morrer sin consolo
Sempre lonxe... lonxe d’ela!

(Espiñas, follas e frores, 1877)