21 outubro 2009
EXPOSIÇÃO no Espaço Cultural 14
Local: Espaço Cultural 14, rua dos chãos 14 - Braga
Organização: GaleriaGalicia
INFORMAÇÃO AINDA EM CONSTRUÇÃO
08 setembro 2009
Exposição de Pintura
A exposição estará patente até ao dia 19 de Out'09, com entrada livre.

Nascida em 1959, na cidade do Rio de Janeiro, Ana Maria Silva Martins, veio muito nova para Portugal residir com seus pais.
Depois de ter passado por várias actividades profissionais o seu gosto pela pintura veio sobrepor-se a todas elas revelando-se uma artista de grande imaginação e sensibilidade.
A sua formação artística começou como autodidacta. O desenho foi-lhe ministrado pelo professor Paulo Patrício, mas é com o mestre Porto Maia que adquire técnicas e composição de cores com que irá dar vida às suas criações.
Presentemente conta com a orientação do mestre António Gonçalves.
20 maio 2009
EXPOSIÇÃO
Durante todo o mês de junho'09 estará na Sargadelos GaleriaGalicia uma Exposição, intitulada: "A Expressividade das Emoções", da artista Filomena Ramos.Pode ser vista de segunda a sexta das 12:00 às 19:30h e sábados das 12:00 às 18:00h.
A entrada é livre.
“A Expressividade das Emoções”
A presente produção pretende ser neutra, no sentido em que se centra ou reflecte apenas estados de alma e cinge-se ao princípio básico da “arte pela arte”.
Cada peça/objecto no seu estado burlesco, lírico ou satírico, procura transmitir um estado de alma, uma personalidade ou uma emoção.
Verifica-se e pode-se observar a exploração dos elementos do rosto, inspirados no movimento cubista, em conjugação com os elementos tradicionais da tapeçaria minhota.
Esta conjugação visa o encontro do equilíbrio entre a força burlesca da expressão do rosto com os singelos, subtis e harmoniosos elementos da tapeçaria tradicional.
A gama cromática de tons quentes e contrastantes, procura assegurar ou proporcionar o calor humano à expressão do rosto, ajudando à transmissão das diferentes sensações.
Será na busca de atingir o encontro entre a “precisão das formas” e a dialéctica das cores que este trabalho será desenvolvido.
Maria Filomena Ramos, nasceu em Braga na freguesia de S. Lázaro, licenciou-se em Educação Visual e Tecnológica, pelo Instituto Politécnico do Porto. Possui o Mestrado em Comunicação Visual e Expressão Plástica pela Universidade do Minho, com Tese de Mestrado “A Educação Artística e o Desenvolvimento de Competências Sociais de Crianças em Risco”.
Entre 2002-2006 foi a dinamizadora e orientadora do Atelier de Pintura no Estabelecimento Prisional e Regional de Braga.
Frequentou diversas Acções de Formação, Seminários, Congressos e workshops na área da Expressão Artística.
É autora de organização gráfica para capas de revista e jornais de escola. Tendo também publicado artigos em revistas de escola e jornais diários.
Actualmente é professora de educação visual e tecnológica.
14 maio 2009
29 abril 2009
DIA das LETRAS GALEGAS - Ramón Piñeiro e CERÂMICA SARGADELOS - Morfismos



EXPOSIÇÃO de DINA DIAS
31 março 2009
MOSTRA - Biográfica e Bibliográfica

LUÍS SEOANE LÓPEZ
Mestre, Artista Genial da Arte Galega do Séc. XX
- 30 anos da sua morte -
Vai decorrer na GaleriaGalicia a 5 de abril a 31 de maio'09
Esta Mostra pretende incentivar, aos que não conhecem Luis Seoane, a procurar e descobrir este artista maior que é uma das personalidades mais importantes da cultura galega do séc. XX.Seoane enquanto estudante foi companheiro de escritores e pintores como Cunqueiro, o escultor Eiroa, Arturo Souto, Rafael Dieste, Arturo Cuadrado, Colmeiro, Maside..., este último foi de algum modo a sua aprendizagem estabelecendo-se uma especial sintonia e amizade entre os dois. Carlos Maside está considerado entre os percursores da renovação da arte galega do séc. XX junto a Souto e Colmeiro e mestre de artistas de gerações posteriores.
Foi também amigo de Isaac Díaz Pardo, Rafael Alberti, Cortázar, Sábato, Lorenzo Varela, María Casares, Blanco-Amor, Nuñez Búa, X. Antonio Baltar, Francisco Ayala, Carballo Calero, Lois Tobio, Sánchez Guisande, Otero Espasandin, Martinez López, Luis Pita, Francisco Ayala, entre outros.
Para melhor compreender a obra de Seoane é necessário enquadrar alguns aspectos que tiveram importância no percurso da sua formação cultural.
Com a geração “NÓS” e mais tarde os “NOVOS” podemos dizer que Seoane é a ponte geracional entre estas duas correntes.
A sua relação com a geração “NÓS”, em que o nome mais significativo era Castelao, aparece sobretudo através dos colaboradores da revista que frequentavam a imprensa de Ánxel Casal.
Posteriormente, em 1930, nasce o Movimento Renovador da Arte Galega e nomes como Carlos Maside, Manuel Colmeiro, Arturo Souto, Manuel Torres, Eiroa, Fernández Mazas e Laxeiro, são alguns dos representantes desta nova corrente conhecida como a dos “NOVOS”. Seoane, inicialmente mais afecto a Maside, Colmeiro e a Souto, e sendo um dos integrantes mais novos deste grupo, não se deterá na defesa dos seus ideais. Este grupo de artistas relevam os conceitos estéticos e ideológicos, que foram fundamentais, de um pensamento renovador que os unem.
A consciência de que existe uma tradição artística galega confirmam uma estética genuína para a Galiza, recuperando a tradição cultural e impulsionando-a com participações vanguardistas e mais universais. Havia o desejo de incorporar às vanguardas a sua luta social que não era muito diferente ao resto da Europa.
As mudanças que já se faziam sentir em Espanha, bem como as inquietudes na Europa, favoreciam o encontro de artistas e intelectuais na Galiza com a cidade de Santiago como um local de importância.
Seoane referia que era necessário adaptar a pintura galega à realidade do mundo. Tece duras críticas aos pintores que defendiam e insistiam em estéticas já ultrapassadas. Havia necessidade de rupturas, de questionar aspectos da arte e que não eram há muito postas em causa.
Castelao em 1921 ao viajar pela Europa para ver e estudar arte e Maside em 1926 em Paris, tomam contacto com as vanguardas europeias. As viagens e as estadias que fazem, são de enorme importância para os seus conhecimentos numa altura de grande criação artística. Vão transmitindo aos seus pares o que se faz de mais relevante na arte actual – o cubismo, o dadaísmo, o surrealismo o constructivismo, o futurismo...
Seoane tem uma obra vasta em várias áreas artísticas. O Desenho e a Ilustração são o essencial no conjunto da sua obra. Desde a universidade não parou de desenhar até à sua morte: apontamentos, esboços e retratos, ilustrações para textos literários, álbuns.... No Desenho Editorial que realizou para as várias editoras que fundou, situam-no como o grande renovador do grafismo argentino do pós-guerra com reconhecimento internacional.
Na Pintura ela é evolucionada desde a figuração expressionista, nos anos 40, até uma síntese formal de grande economia de planos e de forte cor. A partir de 1953 aborda o Muralismo com enormes espaços e novos materiais que provocaram a aparição de um estilo específico.
No Gravado é constante o seu trabalho desde os anos quarenta até ao fim da vida, onde Seoane descobrirá novos recursos expressivos, sobretudo com a xilografia a técnica que lhe era mais querida e com a qual ilustrou inúmeros livros.
Tem ainda uma obra significativa como Aguarelista, Jornalista, Editor, Ensaísta, Poeta, Autor Teatral, Cenógrafo e Figurinista, Poeta, Escritor, etc.
Seoane é um artista múltiplo que assimila princípios estéticos de muitas correntes sem se integrar em nenhuma. Ao observarmos as suas obras podemos ver referências ao cubismo, fauvismo, o constructivismo dos soviéticos, alusões a Picasso, Klee, Léger, Matisse, Grosz e Moore, e nas suas ideias descobrimos enunciados da Bauhaus e da escola da Gestalt, mas sem deixar de ser pintura absolutamente galega e é este o segredo da sua universalidade. Por isso podemos afirmar, que o tema geral da sua obra, é sem dúvidas, a Galiza. Está expressado em inúmeras ocasiões, verbalmente e com a linguagem artística, tanto plástica como literária. Tal como escreveu, no prólogo da publicação “Imagens da Galiza”, a minha obra está dedicada, em geral, à Galiza, sempre com o melhor de mim.
Mater Gallaecia. Na sua obra estão muito presentes o homem e os animais, mas as mulheres têm um lugar de destaque. São mulheres e mães que nunca aparecem com meninos, como não fossem reais. São símbolos da terra. Personagens anónimas que não choram nem riem, quase sempre sentadas, pensando, a conversar, trabalhando, frente ao mar, no largo duma praça..., ricas em indicativos de espaço não tendo dados emocionais que provenham directamente da personagem. Mas também estão presentes, em muitas das suas personagens, os momentos de saudade que o artista sentia. Foi ele quem mais “retratou “ e mostrou o que era de mais genuíno no povo galego.
Era um artista que tinha as preocupações do seu tempo. Preocupava-se com a situação dos emigrantes e pelas causas da emigração. Podemos dizer que a obra de Seoane fala do seu compromisso social e do comportamento humano dentro de um horizonte colectivo procurando a não elitização.
O seu trabalho cultural, constante e lúcido, a favor da Galiza é reconhecido, e compara-se ao de Castelao.
A GaleriaGalicia não pode deixar de salientar a criação em 1963 do Laboratório de Formas (LF) por Luís Seoane, Isaac Díaz Pardo e outros artistas e intelectuais galegos. Tinha como função a busca da origem das formas e a recuperação da memória histórica da Galiza.
O LF situava-se num projecto de trabalho com quatro vertentes:
Industria e Desenho – o renascimento da Cerâmica de Sargadelos
Arte – a criação do Museu Galego de Arte Contemporânea Carlos Maside
Comunicação – Edições d’OCastro
Investigação – criação do Seminário de Sargadelos, o Instituto Galego de Informação, restaurar a actividade do Seminário Estudos Galegos, e o Laboratório Geológico da Laxe da Fundação Parga Pondal.
Este artista e homem excepcional que dizia, o homem pensa porque tem mãos, morre a 5 de abril de 1979, na Corunha, quando se preparava para regressar definitivamente à Galiza.
No ano de 1994, o Dia das Letras Galegas - atribuído todos os anos a uma personalidade das letras ou das artes - é dedicado a Luis Seoane pela Real Academia Galega.
Se nos é permitido, a GaleriaGalicia vem expressar publicamente o agradecimento à Fundação Luis Seoane, e em particular a Carmela Montero, pelo apoio dado a esta Mostra, pela primeira vez realizada em Braga, sobre Seoane.
A GaleriaGalicia termina subscrevendo uma frase de Luis Seoane: Nós queremos ajudar a enriquecer o mundo com a nossa diferença.
http://www.luisseoanefund.org/
06 março 2009
EXPOSIÇÃO "anatomias"
Na GaleriaGalicia, é inaugurada amanhã, sábado 7 de março pelas 18:00h, a Exposição de Pintura da artista Lurdes Rodrigues.
A exposição estará patente até ao dia 25 de abril'09.

Maria de Lurdes Rodrigues, nasceu em Braga a 19 de Maio de 1957, licenciou--se em Artes Plásticas Pintura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto e possui ainda uma Pós Graduação em Ensino Especial.
É professora efectiva no 3º ciclo.
É membro da Associação Cultural e Artística Milho D’Oiro, em Gavião, onde promove cursos de iniciação à pintura.
Participou em diversas exposições individuais e colectivas desde 1993 e ainda em Bienais de Arte.
Recebeu dois prémios e uma Menção Honrosa em concursos de pintura.
A influência dos vitrais está patente na pintura de Lurdes Rodrigues podendo ser observada em cada um dos quadros que compõem esta exposição.
A pintora procurou fixar na tela, pés e mãos de natureza humana, mostrando “atitudes e expressões” que reportam o observador a interpretações pessoais, criando a possibilidade de estabelecer diálogos individuais e mensagens hipotéticas. Contudo, a sua pintura possui ainda uma dinâmica e composição pictórica cujas cores multicolores induzem o observador a tentar penetrar em cada pequeno fragmento criando lugares que as telas pretendem contar.
Nesta mostra e nas “imagens retratadas”, procura passar uma mensagem de forma expressiva e independente em relação a cada quadro.

09 fevereiro 2009
MOSTRA " desabafos em linha "
15 janeiro 2009
MOSTRA
22 novembro 2008
EXPOSIÇÃO "pontos de equilíbrio"

Aguardámos a sua visita.
14 novembro 2008
13 novembro 2008
EXPOSIÇÃO "a Arte de Olema"
11 novembro 2008
Guimarães Jazz 2008
30 outubro 2008
GALPOR
a melhor homenagem que podemos prestar-lhe é ler a sua obra.
22 outubro 2008
ALBERTE MOMÁN
Ferrol e o que queda por chover
Ferrol e o que queda por chover. Ferrol ten sentido. Has horas son un estigma nesta cidade. Unha restrospectiva histórica moi persoal sobre o Ferrol que me tocou vivir. Tamén dese outro Ferrol que viviron por min, das súas experiencias plasmadas na miña imaxe.
Ten colaboracións dispersas por diversos volumes colectivos, como a primeira edición de Relatos de Verán do diario La Voz de Galicia, ou a colectánea poética 'Xuro que nunca volverei pasar fame. Poesía escarlata' (Difusora de Letras, Artes e Ideas 2003). Colaborou, tamén, no volume de poesía 'Sempre mar. Cultura contra a burla negra', promovido e editado pola asociación Burla Negra con motivo do afundimento do Prestige. Tamén no libro publicado co gallo do certame de narrativa breve do concello de Curtis na edición do 2005, en que recibiu un accésit pola obra 'Benvidos á noite americana'. Colaborador do xornal A Peneira, é autor de 'Efecto Iguana', novela por entregas que se publicou no suplemento cultural deste xornal. En Maio de 2006 participa nos 'Dias da Criaçao' celebradas na Casa da Eira Longa en Vilar-Boticas (Trás-os-Montes). En Febreiro de 2007 publica 'O alento da musa' (Difusora de Letras, Artes e Ideas). No 2007 saca o volume colectivo de poesía 'A porta verde do sétimo andar', da agrupación do mesmo nome.
Tamén ten colaboracións en revistas como Madrygal, editada pola Universidade Complutense de Madrid, ou Dorna, que publica a Universidade de Santiago de Compostela.
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16 outubro 2008
EXPOSIÇÃO
Esta exposição é parte do resultado da sua frequência formativa, na área da pintura, que adquiriu no atelier de Evelina Oliveira, pintora e ilustradora na cidade do Porto. Para além da pintura, nos últimos anos a artista Olema desenvolveu um interesse muito especial pela cerâmica.

03 outubro 2008
A organização é uma iniciativa da Turel – Turismo Cultural e Religioso.
Na Mostra estamos representados com peças que estão habitualmente expostas na nossa Galeria.
15 setembro 2008
Exposição de: JÚLIA MIRANDA BONET
Xulia Miranda Bonet, é uma artista da Galiza nascida na cidade de Vigo. É licenciada em Belas Artes - especializando-se na área de Desenho e Audiovisuais - pela Faculdade de Belas Artes de Pontevedra (1992-1997)A sua criação de Esmaltes Tabicados (Cloisone) é a consequência da sua formação adquirida em Tiblisi por um reconhecido artista Georgiano, Zaza Lodia.
El tercer ángel tocó la trompeta, y cayó del cielo una gran estrella, ardiendo como una antorcha, y cayó sobre la tercera parte de los ríos, y sobre las fuentes de las aguas. Y el nombre de la estrella es Ajenjo. Y la tercera parte de las aguas se convirtió en ajenjo; y muchos hombres murieron a causa de esas aguas, porque se habían vuelto amargas.
(Apoc. 8, 10 - 11)

En ruso, “ajenjo” se dice chernobil. Y como ésta misma, la historia de nuestro tiempo y el Apocalipsis están plagados de inquietantes coincidencias. Esto tuvo especial ocasión de comprobarlo Julia Miranda durante su estancia en la república caucásica de Georgia (año 2000). En este país, el sentido bíblico y religioso de las gentes va acorde con la tradición, enraizando en la cultura y las artes hasta obtener productos que emanan entidad propia. Tal vez porque, durante el período soviético, desastres como el citado dieron nuevo sentido a las palabras del último de los libros de la Biblia. Y en esta nueva etapa de camino independiente, en el que las personas se sienten más libres aunque más pobres, han recuperado la tradición cristiana como un signo de su identidad cultural particular.
Georgia es un país cristiano ortodoxo, con un respetado patriarca propio. Florecen en ella las artes, desde la música hasta la pintura. No sólo en la literatura, sino en su visión de la vida misma, el pueblo exterioriza un gran sentido poético. Hacia donde volvamos la mirada, se nos muestra el románico: en sus iconos, en las ilustraciones de los libros, en las miniaturas, en los grandes frescos, en la arquitectura. El esmalte sobre cobre, plata u oro, es allí una venerada técnica milenaria, legado de varios cientos de años bajo la tutela bizantina. De hecho, la colección de esmaltes medievales del Museo Nacional de Bellas Artes de Georgia, está considerada como una de las más ricas del mundo, y cuenta entre sus muestras con algunas de las más raras piezas de esta compleja y refinada modalidad. Los georgianos nunca han dejado de considerar al esmalte, además de la difícil y costosa labor de artesanía que es, como un auténtico medio de expresión artística. Una pléyade de grandes artífices se esfuerzan por perpetuarlo como el gran medio de expresión que el dominio de sus complicadas y laboriosas técnicas, además de la belleza y posibilidades de sus resultados, merecen. Algunos nombres, son: Soso Alavidze, Goga Kupradze, Irakli Megrelishvili, Tea Gurgenidze, Paata Paatashvili, Zaza Lodia… En concreto este último, es uno de los más interesantes, tal vez el más renombrado en Georgia, y se cita entre los más importantes dentro de los países que conformaban la antigua Unión Soviética. Él personalmente instruyó a Julia Miranda en la técnica del “tabicado”, parecida a la que los franceses conocen como “cloisonné”, y en el concepto de su uso no como un método para obtener simples productos de joyería, sino para construir cuadros que verdaderamente comuniquen sentimientos o mensajes al observador.
Con el ánimo de conjugar todas las impresiones que le causaba lo dicho, Julia Miranda se preocupó, en primer lugar, por la tradición literaria y mitológica de Georgia. Posteriormente ha estudiado las miniaturas románicas, las esculturas que aparecen en la arquitectura (capiteles, tímpanos…), la simbología medieval, y los textos del Apocalipsis. El esmalte sobre metal es el medio de expresión ideal para materializar los resultados. Su misterioso e intenso brillo de piedra preciosa, recuerda a agua transparente que deja ver a su través los fondos de diversos colores. Al mismo tiempo, la pureza de éstos, la imposibilidad de mezclarlos y la demarcación definida de los hilos metálicos que separan las áreas (tabiques), inmersos en el vidrio fundido, contribuyen a fomentar esa sensación de primitivismo espontáneo y misterioso. Cada pieza de las resultantes es producto de una gran cantidad de horas de trabajo, pero creemos que ha merecido la pena.
José Benito Freijanes Martínez
Ex lector de Lengua y Cultura Hispana en la Universidad Ilia Chavchavadze de Tbilisi (Georgia).
11 setembro 2008
PORGAL
MANUEL LAGO GONZÁLEZ (1865-1925)
O Derradeiro Celta
Chega onda cerca do castro,
mira pra o fondo do val,
finca na parede o codo,
deita a cabeza na man,
e namentras que coa outra
arrincando musgue está,
pensatible, triste e morno,
así se pon a falar:
- Alá van os nosos eidos,
a miña casa alá vai;
xa me mataron os fillos,
matáronme a muller xa;
morreron os nosos homes
que souperon pelexar,
morréronnos os druidas
servidores de Teutás,
e matáronnos as virxes
que andaba ao pé do altar
ca fouce de ouro no cinto
i a vara verde na man.
Xa queimaron a devesa
Consagrada á soledá...
Ai! Cando funguen os ventos
nas polas do castañal
xa non ruxirán as armas
que alí tiñan nosos pais...!
Donde fixemos fogueiras
os carrascos nacerán,
e no dolmen en que ibamos
de noite a sacrificar,
criaránse herbas e toxos
i os mouchos aniñarán...
Cobrirán silvas i adreiras
as pedras do noso lar,
e sobre as mámoas dos mortos
xente allea pasará...
Cando se mova o penedo
que está na veira do mar
xa non irá xente nosa
con ofrendas a Teutás,
Ai! De todo o que nós temos
nin migallas quedarán...!
Así dixo o vello, e séntase,
cravando os ollos no chan.
E ao pé do castro que as brétemas
da noite cubrindo van,
tamén de loito cuberto
maxinando tanto mal,
soliño, entre as negras ruinas,
sóltase, o probe, a chorar!
(En Lembranza de Lago González, 1973)














