29 agosto 2008

Exposição de JULIA MIRANDA BONET

No 15 de setembro08 pelas 21:00h é inaugurada uma Exposição, de Esmalte Tabicado (cobre), na Galeria ... também Galicia, da artista Julia Miranda Bonet. Julia é natural da Galiza e da cidade de Vigo.
A Exposição estará patente até dia 18 de outubro08.

22 julho 2008

PORGAL

Estas linhas são principalmente dirigidas aos Galegos e Portugueses. Também somos iguais pelas piores razões.

Retomamos a postagem no blog, que foi iniciada em 21 Setembro 2007, tendo o propósito de divulgar os autores galegos homenageados no Dia das Letras Galegas pela RAG – Real Academia Galega.

Esta pequena interrupção levou-me também a reflectir sobre o nosso compromisso desta publicação. E porquê? Porque não sabemos o interesse dos portugueses sobre os livros galegos. E quando digo livros galegos, falo só dos escritores, da língua e a escrita em galego.

Ao leitor, de livros, chegam as obras que passaram por vários circuitos como, o editor, o distribuidor e o livreiro. Sendo este último, às vezes juntamente com o escritor, o que dá visibilidade ao livro com o contacto directo a quem se destina. Não só por isso, mas deviam ser mais levados em consideração e serem audíveis, principalmente as livrarias mais pequenas, pela parte dos editores e distribuidores.

O que sabemos isso sim é que cada vez mais o livro, seja galego ou português, só tem um objectivo pela parte das editoras e distribuidoras e esse é: DINHEIRO!
O livro, para eles, como meio de divulgação, de cultura e do conhecimento, está muito abaixo do vil metal!
Para muitas entidades e poderes é de todo o Interesse manter o conhecimento e a ignorância controlada.

(O neo-liberalismo e o capitalismo despudorado, sem vergonha pairando sobre as nossas cabeças têm as suas garras bem metidas na estrutura social, principalmente as de recursos intelectuais mais débeis, levando-as ao consumo e ao pensamento formatado. Eles estão aqui, hoje, neste lugar, em todos os lugares.
O big brother e o pensamento único nunca esteve tão claro como agora).

E nós ao insistirmos, em querer ter livros de autores galegos e portugueses, talvez comece a ser ridícula.

A quem nos está a ler, para não haver dúvidas e entenderem melhor do que estamos a falar, dizemos que escrevemos em: 11, 21 de junho e 11 de setembro 2007 e 20 Junho 2008 para uma livraria / editora de Ourense. Em 12 de outubro 2007 e 20 de junho 2008 a uma grande editora de Vigo. Em 20 de junho 2008 para outra editora de Ourense. Em 21 de junho 2008 par editora perto de Vigo. E ainda uma outra de Vigo em que os mail’s não são recebidos, apesar de ter no seu site o endereço.
Sabem quantas respostas obtivémos? NENHUMA!!! Tudo isto me leva a concluir que há uma falta de ética, de diálogo e falta de honestidade intelectual.
Esta INdiferença não se entende (ou será pelo dinheiro? connosco não ganham milhões...) quando era muito simples uma resposta, mesmo curta, SIM ou NÃO!
Assim temos os grandes senhores, todos poderosos, dos livros fazendo parte e contribuindo para o pensamento de todos nós.

Mas mesmo assim vamos continuar a escrever a estes e a outros. Pode ser que haja organismos a tomarem conhecimento disto e haja também um pouco de vergonha.

O que nós sabemos é que contribuímos com uma parte, mesmo que muito pequena (mas querendo mais), para a divulgação da língua e cultura galaico-portuguesa.

O nosso passado comum da galiza norte e galiza sul deve-nos orgulhar e não pode ser apagado por ninguém e/ou outros interesses. É inevitável a nossa reaproximação, o nosso entendimento. Pode demorar algum tempo, mas quando chegar será irreversível e imparável! Então teremos a responsabilidade de juntos contribuir para um mundo melhor e justo.

Por tudo isto, não queremos o obscurantismo nem ser ridículos. SÓ QUEREMOS TER LIVROS e alguma informação! Será isto uma coisa do outro mundo?

Ver nossa postagem de: 13 de Fevereiro 2008

No ano de 1972, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:
VALENTÍN LAMAS CARVAJAL (1849-1906)

A minha aldea
Preto d’os Castros de Trelle,
N’unha frorida ribeira
Onde moitas clás de froitos
E d’álbores vexetan,
Erguense as humildes chouzas
De San Pedro de Moreiras;
Probe aldeiña onde teño
As miñas grorias d’a terra,
O niño d’os meus amores,
Os recordos que m’álentan;
N’ela vin a lus d’o dia
E pol-a noite as estrelas;
Alí pensando n’o ceo
Vertin as vágoas primeiras;
Alí miña nai amante
Arrulóume satisfeita
Ó son queixumbroso e brando
D’as cantiguiñas gallegas;
Alí, no seu Camposanto
Onde debaixo d’as erbas
Dormen ó sono d’a morte
As miñas amadas prendas,
Cantas veces eu rezaba
Pensando choroso n’elas!
Alí non hay fror nin monte
Que nos meus sonos non vexa,
Nin souto que non conoza,
Nin camiño que non sépia;
Inda escoito o son dorido
Das catro campás d’a eirexa,
Cal si falando viñesen
A contarme tristes queixas.
Ay probe aldea... aldeiña
De San Pedro de Moreiras,
Cantos sospiros me costas
E cantos ayes me levas!...

Asina dixo un coitado
Galleguiño, alá n’ América,
Cando morto de soedades
Pensaba n’a sua Aldea.
Ay! os probiños gallegos
Moito queren á sua terra...
E van morrer sin consolo
Sempre lonxe... lonxe d’ela!

(Espiñas, follas e frores, 1877)

13 junho 2008

GALPOR


- 13 de Junho 2008 -
120 anos do nascimento de Fernando Pessoa

quadro de Almada Negreiros (1964)

Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo.
Fernando Pessoa
(texto seleccionado pela Sargadelos, inscrito a tinta no reverso da peça)

Fernando Pessoa
(Porcelana. alt. aprox.: 23 cm)
Uma criação de Carlos Silvar,
designer da Sargadelos. Inspirada
no quadro de Almada Negreiros (1964)

16 maio 2008

EXPOSIÇÃO

na ...também Galicia galeria, estará patente de 17 de Maio a 27 de Junho, uma Exposição intitulada: " A Arte do Figurado" - No Artesanato da artista artesã Conceição SAPATEIRO.







PORGAL

A Real Academia Galega, no ano de 1963, instituiu o Dia das Letras Galegas. Todos os anos, dia 17 de Maio, é homenageada uma personalidade. Homens e Mulheres que se destacaram como artistas, criadores e intelectuais galegos.
Dia das Letras Galegas - 2008
Xosé María Álvarez Blázquez, é a personalidade homenageada em 2008 pela Real Academia Galega. Destacando que ele foi “o exemplo perfecto dun home polígrafo, erudito e interesado pola historia, a arqueoloxía ou a literatura”, e destacou tamén o seu “importante labor” como editor. Uma das vozes do neotrobadorismo.
Álvarez Blázquez, nasceu no ano de 1915 em Tui (Pontevedra), e militou na Federación de Mocidades Galeguistas e no Partido Galeguista. Com Luís Viñas Cortegoso, fundou a Editorial Monterrey em 1950, em 1964 fundaría Edicións Castrelos, fitos fundamentais para a normalización da cultura galega nos duros anos do franquismo. Em 1962 entra e faz parte da Real Academia Galega. Morre no ano de 1985 em Vigo.
Da sua obra em galego, destaca-se a colecção de relatos, Os ruíns (1936) e A pega rabilonga e outras historias de tesouros (1971), no género da narrativa infantil. Entre a sua obra lírica, o poemário, realizado junto com seu irmão Emílio, Poemas de ti e de min (1949), Roseira do teu mencer (1950), Cancioneiro de Monfero (1953), uma das obras chaves do neotrobadorismo, Romance do pescador peleriño (1954), além de Canle segredo, escrito em 1954 e publicado em 1976. Como ensaísta, publicou Escolma de poesía galega II: A poesía dos séculos XIV a XIX (1959), Escolma de epigramas (1968), e Escolma de poesía medieval (1975).
A COMETA
Botar unha cometa
era guindar os soños
todos pola fiestra.

Era poñer a ialma
por enriba das ponlas
máis ergueitas da fraga.

Era andar cos miñatos
nun outo vóo suspenso
sobor da paz dos campos.
Era ter - cousa meiga! -
o corazón atado
cun longo fío á terra.

02 maio 2008

MOSTRA - CERÂMICA de SARGADELOS

de 03 a 31 de Maio de 2008 estará patente na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, sita na rua de S. Paulo, nº 1 na freguesia da Cividade em Braga, uma Mostra Intitulada: A História, a Arte e a Cultura - Sargadelos.
Esta Mostra é organizada pela ...também Galicia - galeria, rua do alcaide 30, em Braga e conta com o apoio da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

18 abril 2008

EXPOSIÇÃO / MOSTRA

...também Galicia – galeria, de Braga / Portugal, organiza uma Exposição / Mostra no Centro Cívico Municipal de Labanhou na cidade A Corunha – Galiza. Esta Mostra é composta por Lenços de Amor, Cerâmicas de Júlia Ramalho e de Conceição Sapateiro, e Livros de autores portugueses.
Esta iniciativa estará patente de 18 a 23 de abril08, com entrada livre.

Lenço de Amor





Julia Ramalho
Conceição Sapateiro



Autores Portugueses na Mostra:
Almeida Garrett, A
lberto Caeiro, Álvaro de Campos, Alves Redol, António Nobre, Baptista-Bastos, Barbosa du Bocage, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha, Cesário Verde, Eça de Queiróz, Fernando Pessoa, Fernando Namora, Fialho de Almeida, Florbela
Espanca, Gil Vicente, José Régio, Luiz de Camões, Luiz Francisco Rebello, Mário de Sá-Carneiro, Oliveira Martins, Raul Brandão, Ricardo Reis, Soeiro Pereira Gomes, Soror Mariana Alcoforado, Urbano Tavares Rodrigues
Autores do Distrito de Braga:
Cunha de Leiradella, Fernando Pinheiro, João Lobo, José Dias Egipto, José Manuel Barros, Luís Costa, Maria do Céu Nogueira

27 março 2008

para lembrar Expo de Natália e Susana

dois momentos na inauguração









Exposição patente na galeria até 11 de Abril de 2008


13 fevereiro 2008

Protesto - O DIREITO à INDIGNAÇÃO

Somos uma galeria, de artes, que tem como principal objectivo a cultura galaico-portuguesa.
Para melhor enquadramento da galeria podem consultar neste blog a postagem Quem Somos de 12 de Fevereiro de 2008.

Os contactos que fizemos e que continuámos a fazer (desde fevereiro de 2007) são direccionados às instituições para obter Informação vária, como exemplo: pedimos que nos enviem alguma literatura e/ou folhetos sobre a Galiza. Queremos dar informação, aos portugueses que nos procuram, sobre história, literatura, arte, gastronomia, artesanato, turismo, etc., com o material possível que as instituições nos possam enviar, distribuindo. E, Livros.

Do pouco tempo da existência da galeria já realizámos inúmeros contactos com instituições públicas e também privadas. Contactámos ainda algumas livrarias e editores da Galiza e deparámos com uma enorme parede de silêncio.

Só dois exemplos, de silêncio:
Escrevemos vários mail’s em 2007 para uma livraria/editora de Ourense para saber se nos colocava na galeria, livros de poesia, prosa e teatro, à consignação ou por outro meio a negociar. E a condição fundamental era de que só nos interessava, e interessa, os Autores Galegos com escrita, preferencialmente, em língua galega.
Também fizemos a mesma proposta a uma grande Editorial em Vigo e o resultado foi a mesma resposta. Um silêncio total!
Mas afinal, O QUE É QUE SE PASSA ???

Todas estas interrogações não são só para os galegos, mas estendem-se também aos portugueses. O processo foi e é igual em Portugal, afinal as semelhanças existem para o pior!!!
Hoje, questiono para saber, porque será que os grandes grupos económicos compram editoras? É o lucro, ou estão preocupados com o baixo nível cultural da população?

Ainda há pouco tempo alguém escreveu, (...) começou pelo filão do livro escolar, numa aposta de concorrência (...), Referindo-se a alguém que adquiriu recentemente várias editoras.
O negócio dos livros escolares, os best-sellers e os das ditas “figuras públicas”, são os que mais interessam aos livreiros / editores em geral? E outro género de literatura? como o ensaio, a poesia e/ou outro, não interessam?
E assiste-se à entrega desmesurada e sem pudor de enormes quantidades de livros nos grandes supermercados.
E ainda mais grave se torna quando origina o estrangulamento das livrarias. É a lei do mercado, dizem uns. Mas, vale tudo?
Onde estão as pequenas livrarias que eram local de encontro e proximidade entre o livreiro, o autor e o leitor?
São muitas as dúvidas e interrogações. A única coisa que sabemos é que algo se passa, algo que não bate certo!

Os nossos objectivos prioritários hoje, para a galeria, são os livros e a informação. O espaço que reservámos, para a literatura galega e portuguesa, já existe para tal.
Os poucos livros que temos (cerca de 12 títulos) foram gentilmente colocados à consignação pelo Espaço Jacobeus de Braga. Em que a temática central é, a Vida, a Obra e os Caminhos de Santiago.
Com o muito espaço que sobra enchemo-lo então, de... silêncio (s)?

Oh, meus senhores! digam-me se não é importante ter uma galeria / livraria em Braga, com um número razoável de literatura galega e que esteja tão disponível como nós.
Se não nos deixam, então que alguém o faça! Façam-no!

Para quem não saiba, cada vez há mais galegos que nos visitam frequentemente. Existindo também um número razoável de médicos e técnicos radicados na região.
Apesar do movimento demográfico ser lento e sem grande significado, pensámos que a Galeria seria um pouco o local onde pudesse ser ponto de Encontro de Galegos e Portugueses. Participando / Trocando ideias de laços que nos unem, falando dos artistas, dos autores, das gentes, etc., no fundo, falar da nossa terra com a nossa língua. Seria único e bonito, não?

Nos últimos anos o concelho de Braga e a sua cidade estão em crescimento acelerado. Originando a fixação de pessoas, também vindas de outras regiões, com grande concentração na cidade. E, segundo os números, está entre as cidades com mais jovens na Europa, em que a Universidade do Minho contribuiu significativamente para tal. Contando actualmente com cerca de 120.000 habitantes residentes, dentro destes, 80.000 estão recenseados em Braga.
Apesar de termos este número de população, a cultura está estacionária de há vários anos para cá. Temos uma cultura para consumo imediato - não temos uma cultura das ideias, da arte, da criatividade, da imaginação, dos artistas... Não cresce porque há, penso eu, lobbies institucionais.
O seu crescimento baseia-se muito no ritmo do material, em betão / cimento armado, asfalto e acessibilidades. Braga culturalmente não está a crescer!

(No tempo da ditadura interessava ao poder de então ter um povo mais culto? Era evidente que não. E porquê? Porque é fácil aos vários poderes governarem na ignorância).
E hoje, em “democracia”? interessam a estes poderes ter um povo culto? Já duvido.

Quando o discurso oficial - ainda hoje - eles pensam que a Galiza e Portugal para se aproximarem é necessário o TGV e que essa aproximação é só por via iminentemente económica...
E digo eu: Não é a cultura que aproxima as pessoas, os povos?

O que nos vale é que no meio deste deserto e silêncio, há boas excepções.
Temos uma Universidade do Minho, altamente prestigiada, com cerca de 15.000 alunos (Braga e Guimarães). E com 81 por cento de docentes licenciados. Instituição pela qual já passaram os maiores homens e mulheres da ciência e da cultura.
2008 também é um ano de grande importância para a cidade e para a Ibéria. Está já em andamento a construção do Instituto Ibérico de Nanotecnologia, em Braga, que será presidido pelo Prof José Rivas, docente na Universidade de Santiago de Compostela, sendo composto o Conselho Científico Internacional do Laboratório com sete cientistas, um deles galardoado com o Prémio Nobel da Física.
O Instituto, contará com cerca de 200 investigadores de vários países, e ficará pronto em 2009.

Do que foi exposto, muito mais havia a acrescentar. Mas continuámos a interrogar-nos, o que fazer? O que é possível fazer para dar a volta à situação? Como é que se lida com instituições públicas e/ou privadas das áreas culturais, com editores e livreiros, e com os burocratas?

Eu sei qual é uma parte substancial da solução. Mas para isso tem que se afrontar poderes instalados, os poderes de decisão. Os poderes dos que se pavoneiam nas feiras de vaidades e se mostram nas inaugurações, nos encontros, etc.,
O que é necessário para inverter a situação? É muito simples!
Àqueles que estão nos lugares de outros e que não têm perfil nem formação para o lugar que ocupam - que se dediquem a algo para que estejam vocacionados(as). Haja um pouco de auto-crítica e por favor peço, a esses, para se irem embora.
Tem que se apostar nos quadros intermédios que são a parte mais importante na área da cultura, como alguns animadores sócio-culturais e / ou sócio-educativos, as associações culturais e de cidadãos, a cultura culta e popular. Entre muitos exemplos.
Precisámos de homens e mulheres certos nos lugares certos. Pessoas que saibam, conheçam e trabalhem no terreno (é necessário sair dos gabinetes) o mundo está cá fora!

Aos que apesar da inércia de várias instituições e organismos sejam públicos ou privados e do seu desinteresse, pelo menos digam-nos alguma coisa mesmo que seja, NÃO!
É que estamos já um pouco cansados e fartos. No dia 5 de Fevereiro fez um ano em que iniciámos todo este processo de contactos constantes e só obtivemos a parede de silêncio!

E depois há outros - sabemos muito bem e são muitos - que partilham as nossas ideias e nos apoiam, mas a todos que nos lêem, solicitámos a sua devida atenção ao que se passa.
A vocês que estão connosco, se tiverem alguma ideia ou alguma forma de mudar este estado de coisas digam-nos enviando informação. Digam a toda a gente o que se passa, quem somos, quais os objectivos e os nosso projectos. Espalhem a informação.
(…) se vieres por bem, traz um amigo também – como dizia o nosso Zeca Afonso.

josé carvalho
Braga, 13 de Fevereiro de 2008
P.S. Em breve, talvez esta semana, vamos expôr cronologicamente os “contactos” com algumas das editoras portuguesas.

12 fevereiro 2008

EXPOSIÇÃO


na ...também Galicia - galeria, estará patente de 01 de Março a 11 de Abril uma Exposição de Cerâmica intitulada "Brincadeiras em Cerâmica-Vidrados" das artistas Natália Gonçalves e Susana Leite.

Com um percurso paralelo, resultado de uma forte ligação pessoal, ambas frequentaram diversos cursos relacionados com a prática de cerâmica, nomeadamente Curso de Pintura em Cerâmica/Azulejo promovido pela Casa do Professor, Curso de Fusão do Vidro promovido pela Fundação de Serralves, Curso de Cerâmica em Gijon-Espanha promovido pela Escola Internacional Espacio-Ceramica e curso de Realização de Painéis e Murais Contemporâneos promovido pela Fundação de Serralves.

Exposições:
2003/04/07- Delegação Regional de Turismo de Braga
2003-Restaurante Expositor, Braga
2004 – Alinhavar, Leiria
2004/05/07- Exposição Aberta de Artes Plásticas, Póvoa de Lanhoso
2006 – Theatro Club, Póvoa de Lanhoso
2007 – Torre de Menagem, Braga
2008 - ...também Galicia – galeria, Braga




QUEM SOMOS

ano 2006, em Braga, abre na rua do alcaide nº 30, uma galeria de artes designada ...também Galicia - galeria.
De início a galeria dedicou-se exclusivamente a duas cerâmicas, sendo a mais importante a de Sargadelos.

Sargadelos produz peças com Decorados e Formas, criadas por artistas Galegos, pelo seu Gabinete de Desenho e por artistas estrangeiros convidados. Recuperando / Registando a Memória Histórica.
Quando encerra em 1875, “reaparece” nos anos 40 impulsionada por artistas e intelectuais galegos. Homens e mulheres que saíram da Galiza como refugiados e exilados, muitos por motivos políticos.

Com Sargadelos estiveram directa e indirectamente muitas personalidades das letras e das artes. Entre elas, Luís Seoane, Rafael Dieste, Lorenzo Varela, Núñez Búa, António Baltar, Blanco-Amor, Arturo Cuadrado, Alberto Vilanova, Isaac Díaz Pardo, Andrés Albalat, Alfonso Castelao, Carlos Maside, Laxeiro, Arturo Feijoo, Ramon Piñeiro, Xesús Ferro Ruibal, Manuel Colmeiro, Francisco Lloréns, Eugénio Granell, Valenzuela e Neira Vilas, entre muitos outros. Mantendo ainda hoje uma ligação estreita com os artistas.
O universo Sargadelos é de uma enorme importância artística e cultural para a Europa. O seu prestígio como empresa / cultura e o reconhecimento como alta cerâmica faz desta um dos expoentes máximos em todo o mundo.
Por tudo isto, Nós temos o orgulho de ser a única galeria com Sargadelos em Portugal.

Um ano passou. ...também Galicia - galeria, decidiu então alargar, mantendo o nível artístico e de qualidade de todas as peças. Peças de autor, com exclusivos em Braga e em Portugal. Em Braga: jóias, bijuteria e vitrofusão do artista plástico, Luís Soares. Em Portugal: jóias de autor em prata, dos artesãos Gustavo Helling, Manuel Ochoa e do atelier Odín. E as porcelanas de Galos-Diseño. Sem exclusivo, a cerâmica de Júlia Ramalho - actualmente a artesã portuguesa mais reconhecida no nosso país e no estrangeiro. E Livros, sobre os caminhos, a vida e obra de Santiago.

Estabelecemos protocolos com a Casa do Professor, a AAEUM - Associação dos Antigos Estudantes da Universidade do Minho e com o Espaço Jacobeus - Braga.

Criámos também um espaço para exposições periódicas de Cerâmica, Pintura, Escultura e/ou outras. Apesar de pequeno, queremos abrir a porta aos artistas e/ou outros que queiram expôr mostrando o seu trabalho criativo. Temos dois objectivos. O primeiro é possibilitar que homens e mulheres abram as suas “gavetas” mostrando o trabalho que muitos têm guardado. O outro é o encontro mesmo que seja por um breve período, mostrando o que fazem, trocando ideias e opiniões.

O próximo objectivo é uma pequena livraria que represente o mais possível a literatura galaico-portuguesa. Na literatura galega interessa-nos sobretudo os autores galegos com escrita, preferencialmente, em língua galega.

Nós, ...também Galicia - galeria, como espaço/galeria que queremos que seja único e autêntico, pretendemos se torne num projecto também cultural, contribuindo para o conhecimento e para a recuperação da memória histórica Galaico - Portuguesa.
a galeria

16 janeiro 2008

PORGAL


No ano de 1971, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:

GONÇALO LÓPEZ ABENTE (1878-1963)

Muxia

Brandamente deitada no medio da ribeira
e ollando cara o ceo, acouga silenciosa
a branca e melancónica e doce compañeira
dos outos penedás da brava costa nosa.

Tecelana de ensoños, fabrica na almohada
as randas milenarias dos albos areales
que treman, milagreiros, na mañán encalmada,
nos reflexos azús dos mariños cristales.

E nos días de inverno, cando a fera tormenta
desatada en furores enrabexada alenta,
envolta no mantelo de vaporosa bruma

satisfeita sorríe e soña adormecida
no leito mol e morno que a iauga remexida
ofrécelle con tombos e folerpas de escuma.

(Nemancos, 1929)

PORGAL

No ano de 1970, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:

MARCIAL VALLADARES NÚÑEZ (1821-1903)

Os dous ratos

Solitario n’un muiño cérto rato,
Fariña e grau comendo sin mandato,
Ordenou (pórque soio s’aburria)
Buscar entr’os parentes, compañia.
Ó monte saeu, pois moi caladiño
E outro rato atopou, tan flacuchiño,
Qu’entendeu o pasaba malamente.
E dí logo o d’o muiño: - “Parentólo,
Ja vés que gordo estou como un carólo!
Ti andas co-a barriga sempre lasa;
Eu vivo cal señor n’a sua casa,
Fago o que me dá gana, non traballo
E ti dórmes d’o monte entr’o gasgallo.
Vente comigo, juntos viviremos
E, juntos n’o meu muiño brincaremos”.
- “Falas bén, parentólo, lle contesta.
Iría, mais c’o jués non quéro festa“.
- “Anda, vente, o d’o muiño lle replica,
Qu’ali nadie á ajejarme se dedica”
Botan os dous á andar mio falangueiros
E, d’o muiño ó que tocan os lindeiros,
Dill’o gordo ó d’o monte – “Entra ti diante”
- “Non, non, ti qu’eres d’a casa habitante“
Entra o gordo n’a casa conocida;
Pró estaba o jués e péscam’o en seguida.
O d’afóra ós chilidos escapou
E dijo, ó qu’en seguro s’atopou:
- “Porreta! Vale mais flaco n’o mato,
Que gordo metido n’o c.... d’o gato
Po-l-a recoleución

(En Galicia Humorística, nº 10, (30-5-1888), p. 300)

08 janeiro 2008

EXPOSIÇÃO

na ...também Galicia - galeria, estará patente durante o mês de Fevereiro uma Exposição de Pintura e Cerâmica das artistas Adriana Simão e Marília Teixeira.

DICAS

MIGUEL TORGA
(1907-1995)

EXPOSIÇÃO comemorativa do Centenário do Nascimento.
Até 08 de Fevereiro08, largo do paço, na Biblioteca Pública de Braga - Universidade do Minho.

MORREU LUIZ PACHECO

28 dezembro 2007

SARGADELOS - Peças do Nosso Encontro

Par de Labregos
(esta peça encontra-se na nossa galeria)

GALPOR

Comemoração dos 140 anos do nascimento
de: Camilo Pessanha

Camilo Pessanha nasceu em Coimbra no ano de 1867, produto de um amor juvenil, quando o pai ainda cursava Direito em Coimbra, o que não impedirá que a relação com Maria do Espírito Santo, embora sem casamento, se consolide por meio do nascimento de mais quatro filhos.

(...) Camilo Pessanha matricula-se na Faculdade de Direito em Coimbra no ano de 1884. Durante os sete anos que medeiam entre a entrada da Universidade e a formatura final, em Julho de 1891, Camilo vive a boémia coimbrã ao mesmo tempo que descobre a vocação literária. Publicou nesta época as suas primícias – poemas, contos e crónicas – na Gazeta de Coimbra (1887), no Intermezzo (1890) e em jornais estudantis, como A Crítica (1888) e O Novo Tempo (1889). Exerceu actividade jurídica em Mirandela e, com Alberto Osório de Castro, seu colega de curso, em Óbidos.

(...) Poeta desde a juventude, vai publicando dispersamente os seus textos e ganhando admiração de outros escritores seus contemporâneos, como Fernando Pessoa e Mário Sá-Carneiro. Em 1920, a Editora Lusitânia publica Clepsydra, organizada por Ana Castro Osório, única edição da colectânea feita em vida do autor. Apesar de problemática (por exemplo, no estabelecimento e ordenação dos poemas), dava finalmente a conhecer o maior poeta simbolista português, criador de um mundo fugaz e de uma linguagem marcada por uma “subtil cumplicidade com o silêncio”, como escreveu Eugénio de Andrade.

Organização: Associação Wenceslau de Moraes

Texto retirado do folheto: Camilo Pessanha – Um Poeta ao Longe

20 dezembro 2007

SARGADELOS - Peças do Nosso Encontro

Réplica

(esta peça encontra-se na nossa galeria)

PORGAL

No ano de 1969, n’O Dia das Letras Galegas, foi homenageado:

ANTÓNIO NORIEGA VARELA (1869-1947)

Lembranzas

Oh, divina Saudade, compañeiras
che eu mostrara sí é certo que as precuras:
son cal rosas cortadas das roseiras,
estreliñas ausentes das alturas!

Lembranzas son de lindas pegureiras,
de fascinantes meigas criaturas,
que en noites de lunar das Coruxeiras
baixan ó fiandeiro de Cesures.

A Lua Cheia bríndalles raiolas
mentras, solene, as ve camiñar solas;
pero entóldase axiña... Coma bruxos

aparecen arteiros rondadores...
elas cantan, e os bravos aturuxos
turban a paz dos pinos fungadores.


(Do ermo, 1920)